Archive for outubro \26\UTC 2009

Confira a relação com 5.700 vagas oferecidas

Posted on 26/10/2009. Filed under: Economia | Tags:, |

Agências de recursos humanos, empresas e sindicatos selecionam candidatos de todos os níveis de escolaridade

Cristal-Rio

Ajudante de motorista (com carteira de habilitação) (1); analista de departamento pessoal (RM Labore e Chromus) (1); analista de sistemas (1); aprendiz de marceneiro (1); assistente administrativo (com inglês fluente, domínio de informática e pacote Office) (1); assistente contábil (1); assistente de departamento pessoal (com RM e Chromus) (1); assistente de diretoria (1); atendente de recepção (com carteira de habilitação, inglês fluente e que more em Niterói) (4); auxiliar administrativo (com experiência em Windows, Word e Excel e experiência em ONG) (1); auxiliar de contabilidade (com conhecimento de impostos, contribuições federais, IR, PIS, Cofins e preparo de DACON, DCTF, DIRF) (1); auxiliar de departamento pessoal (oriundo escritório contábil) (1); auxiliar de escritório (com experiência em arquivo e Excel) (1); auxiliar de manutenção predial (1); auxiliar de P.C.P. (1); auxiliar de serviços gerais (1); borracheiro(a) (com experiência em máquinas e equipamentos pesados) (1); camareiro(a) (1); comprador (1); comprador(a) (oriundo de confecção e de vestuário) (1); contador(a) (com experiência em indústria) (1); corretor(a) (com Creci) (1); eletricista de auto (com experiência em máquinas e veículos pesados) (1); eletricista industrial (inversores de frequência, experiência em PLC, equipamentos industriais, motores, painéis de comando, instrumentação, experiência em equipamentos de utilidades e experiência em sistema SAP) (1); embalador(a) demóveis (1); encarregado de sala técnica (com experiência em planejamento de obras trabalhar em Pernambuco) (1); encarregado de topografia (1); encarregado(a) de logística (1); encarregado(a) de mecânica (com experiência em manutenção de veículos pesados e inglês técnico para leitura de manuais) (1); engenheiro mecânico (com experiência em equipamentos pesadas para trabalhar em obra em Pernambuco) (1); engenheiro(a) civil (com experiência em obras pesadas para trabalhar em Pernambuco) (1); garçom (com conhecimento de inglês) (1); lancheiro (com experiência em massa folhada) (1); mecânico de manutenção (1); mecânico de manutenção (máquinas pesadas) (2); mecânico de refrigeração (câmaras de refrigeração) (1); motorista para Kombi (1); operador de dobradeira (1); operador de escavadeira (5); operador de máquina (oriundo de metalúrgica e experiência em estampo) (1); operador de copiadora (1); orientador(a) educacional (com curso superior em pedagogia e experiência em ensino fundamental) (1); planejador(a) de compras Word e Excel (1); recepcionista bilíngue (com carteira de habilitação e inglês) (2); revisora de confecções (1); supervisor(a) de vendas (1); técnico em eletrônica (com inglês fluente, oriundo da área naval, experiência em radar, Solid Works e Autocad R14) (1); técnico químico (1); topógrafo(a) (obras em Pernambuco) (1); vendedor interno e externo (autopeças, com experiência em vendas de prestação de serviços e oriundo de empresas de mudanças) (1); vendedor(a) (com experiência em autopeças) (1); vendedor(a) interno (oriundo de papelaria) (1); vendedor(a) técnico (com carteira de habilitação, técnico em mecânica ou mecatrônica e com experiência em hidráulica) (1); vendedor(a) técnico (com inglês) (1). Comparecer à Rua Senador Dantas 80/201, Centro do Rio, com currículo e documentos, e procurar por Rose, Sandra ou Valentina.

Alike Rio

Assistente de contabilidade (com experiência de rotina contábil e domínio de Excel) (1); assistente de departamento pessoal (com experiência na rotina da área e folha Prosoft) (1); auxiliar de departamento pessoal (1); costureiro(a) (overloque, colarete e retista) (2); eletricista (manutenção corretiva e preventiva) (10); técnico em segurança do trabalho (1); vendedor de produtos de informática (4). Ir à Rua Washington Luiz 9, sala 503, Praça Cruz Vermelha, Centro do Rio, com currículo e documentos; enviar currículo pelos Correios, discriminando a vaga no envelope; ou para curriculo@alikerio.com.br, discriminando a vaga no “assunto”.

Dinâmica RH

Ajudante de caminhão (20); ajudante de cozinha (10); ajudante de mecânico (5); assistente administrativo (5); assistente de contabilidade (15); atendente de consultório de acupuntura (10); atendente de lanchonete (10); atendente de restaurante (3); auxiliar de departamento fiscal (curso técnico em contabilidade, com experiência em sistema Prosoft) (25); auxiliar de departamento pessoal (10); auxiliar de produção de pescados (35); auxiliar de serviços gerais (5); babá (150); balconista de loja de tintas (15); balconista de padaria (15); churrasqueiro (20); costureiro(a) retista (30); cozinheira folguista (50); cozinheiro (self service) (6); cozinheiro à la carte (20); cozinheiro(a) (que possa dormir) (120); cumim (10); desenvolvedor júnior (com PHP, UML e MYSQL) (10); divulgador(a) (10); doméstica (que possa dormir) (300); estoquista de loja (5); estoquista de material de construção (20); garagista (10); garçonete de rodízio de pizzas (passadora) (5); gerente de restaurante (3); instalador de CFTV (90); lancheiro (50); mecânico a diesel (30); motoboy (com moto própria) (30); motorista para Kombi (5); motorista de caminhão (com Moop) (15); motorista de caminhão (5); operador(a) de caixa (8); operador(a) de telemarketing ativo (15); pizzaiolo (50); porteiro manobrista (2); promotor(a) de vendas (5); recepcionista (2); recepcionista (odontologia) (2); recepcionista hospitalar (10); saladeiro (50); suqueiro (50); sushiman (20); técnico em eletrônica (10); técnico em telecomunicações (instalação e manutenção de CFTV, PABX e alarmes) (25); técnico em refrigeração (10); vendedor de materiais de construção e madeiras (20); vendedor de moda feminina (com experiência em loja de fino trato) (10); vendedor(a) externo de material de construção e madeiras (5); vendedor(a) externo de telecomunicações (10); vidraceiro(a) (2). Ir à Avenida Dom Hélder Câmara 7.797/2º andar, Abolição, com currículo documentos.

Soma RH

Ajudante de cozinha (com experiência em cozinha industrial) (30); analista contábil (com experiência no sistema MXM) (2); assistente de atendimento (350); atendente de recepção (com inglês fluente) (60); auxiliar de confeiteiro (5); auxiliar de cozinha (que tenha experiência na função, para atuar em cozinha industrial) (90); auxiliar de cozinha (30); auxiliar de jardinagem (10); auxiliar de limpeza (100); auxiliar de maquinista (4); auxiliar de serviços gerais (15); camareira (2); confeiteiro(a) (5); coordenador(a) (10); copeiro(a) (20); costureiro(a) (50); cozinheiro(a) (15); cumim (2); encarregado(a) limpeza (10); garçom (conhecimento do idioma inglês) (300); lavadeira de lavanderia (20); maître (40); mecânico hidráulico (3); motoboy (6); operador(a) de caixa (150); recepcionista bilíngue (é imprenscidível ter inglês fluente e ser estudante universitária) (700); supervisor(a) de franquias (2); supervisor(a) de vendas (com inglês fluente) (2); vendedor de celular (30). Ir à Avenida Rio Branco 80, 3º andar, Centro do Rio, com currículo e documentos ou enviar currículo para juliana.martins@somaservice.com.br.

Boa Gente RH

Ajudante de cozinha (com experiência em cozinha industrial) (15); ajudante de depósito (8); atendente de cafeteria (com experiência ou sem experiência, para primeiro emprego) (40); atendente de hortifruti (8); atendente de loja de conveniência (45); auxiliar de produção (25); balconista de papelaria (10); chefe de cozinha industrial (1); digitador (5); estoquista de papelaria (18); fiscal de loja (3); meio-oficial de cozinha (6); nutricionista (2); operador(a) de caixa (10); porteiro (2); preparador de máquina injetora (5); repositor de mercearia (que tenha atuado em supermercado) (12); segundo cozinheiro (6); torneiro mecânico (2). Ir à Avenida das Américas 3.959, loja 210, Barra, das 8h às 16h, e deixar currículo na portaria.

Confiança RH

Atendente de fast food (10); chapeiro (1); costureiro(a) retista (3); lancheiro (1); marceneiro (2); operador(a) de computador (3); supervisor(a) operacional (1); técnico (3); técnico em segurança do trabalho (1). Enviar e-mail para rh@confiancarh.com.br.

Gama

Ajudante de cozinha (3); ajudante eletricista (1); analista de qualidade (1); arquiteto(a) (com CREA ativo) (1); assistente de contabilidade (com CRC e experiência de rotina contábil e domínio de Excel) (1); assistente de eventos (1); brigadista (2); cozinheiro júnior (3); eletricista de manutenção (1); gerente comercial (1); gerente de vendas (1); mecânico de refrigeração (Chiller’s, freezers industriais e Fancoil’s) (1); mecânico de refrigeração (com carteira de motorista “B”, e experiência em equipamentos de ar-condicionado, Chiller’s, condicionamento de ar em sala limpas, Fancoil´s e câmaras de refrigeração) (1); mecânico de refrigeração (equipamentos de ar-condicionado, Chiller’s e Fancoil’s) (2); operador(a) de caixa (10); pedreiro (2); pintor(a) (2); supervisor(a) de montagem (1); vendedor interno e externo (1); vendedor(a) externo (1). Comparecer à Rua Uruguaiana 39, Centro do Rio, e deixar currículo na portaria, discriminando a vaga no envelope; ou encaminhar currículo para o e-mail gamaconsultoria@veloxmail.com.br, discriminando a vaga no “assunto”.

KS RH

Analista fiscal (1); auxiliar de escrita fiscal (cálculos e apurações) (2); auxiliar de produção (60 vagas para portadores de necessidades especiais); auxiliar de vendas (com experiência em suporte ao cliente e vendedores) (60); eletricista industrial (5); encapsulador(a) (2); enfermeira(o) (3); estoquista de moda feminina (10); fiscal de loja (15); manipulador (com experiência em farmácia de manipulação) (4); mecânico industrial (4); pedreiro (10); servente de obra (8); tecnico em enfermagem (5); vendedor de moda feminina (com experiência em loja de fino trato) (40); vigilante brigadista com ata (5). Ir à Avenida Rio Branco 37, sala 1.101, Centro do Rio, com currículo.

Mazzini RH

Repositor(a) de mercearia (70). Comparecer à Rua Araújo Porto Alegre 70, grupo 811, Centro do Rio, com currículo e documentos.

RHF Talentos

Ajudante de padeiro (1); atendente de lanchonete (5); atendente de padaria (5); auxiliar (2); auxiliar de departamento pessoal (1); balconista de papelaria (3); confeiteiro(a) (1); consultor(a) de vendas (4); encarregado de loja (1); entregador (5); lancheiro (1); padeiro(a) (1). Ir à Avenida Brás de Pina 2.073, sala 302, Vista Alegre; ou enviar currículo para curriculos.rhftalentos@yahoo.com.br.

Pool RH

Ajudante de caminhão (com experiência em transportadora) (10); analista fiscal (5); motorista (com carteiras de habilitação “B” e “C”, para Kombi) (15); operador(a) de telemarketing ativo (para gênero alimentício) (400); operador(a) de telemarketing ativo (para gênero alimentício) (500 vagas para portadores de necessidades especiais); supervisor(a) de telemarketing (10). Comparecer de segunda a quinta-feira, às 9h ou às 13h30m, à Avenida Presidente Vargas 482, salas 1.411/12, no Centro do Rio.

Lavigne & Gatto

Ajudante de pizzaiolo (3); arquiteto(a) (3); atendente de pizzaria (3); auxiliar de cozinha (1); auxiliar de projeto (2); auxiliar de serralheria (2); auxiliar de seviços gerais (2); balconista de pizzaria (2); caixa (3); ciclista (3); desenhista (4); desenhista de autocad (3); desenhista industrial (2); desenhista projetista (1); entregador (3); meio-oficial serralheiro (1); motoboy (2); operador de projeção (2); pizzaiolo (5); serralheiro (1); serralheiro de alumínio (2); serralheiro de ferro (2); serralheiro de letreiros (1). Enviar currículo para o e-mail curriculos@lavigne-gatto.com.

SLM RH

Agente funerário (com carteira de habilitação) (3); ajudante de caminhão (22); ajudante de depósito (135); assistente de marketing (3); atendente de lanchonete (17); bombeiro(a) (8); copeiro(a) (com prática de sucos) (3); cozinheiro (com experiência em culinária japonesa) (15); cozinheiro de restaurante (20); garçom (com experiência em restaurante de comida japonesa) (50); gerente de TI (1); lancheiro (4); manicure (6); manobrista (6); motorista de caminhão (9); motorista/motociclista (com carteiras de habilitação “A” e “C”) (10); pizzaiolo (7); recepcionista bilíngue (2); saladeiro (25); sushiman (7); tecnólogo (5). Enviar currículo para o e-mail rh@slmrh.com.br, com título da vaga no “assunto”, ou para Avenida Treze de Maio 33, sala 709, Centro.

 

As informações são de responsabilidade das agências. Em casos de dúvida, deve-se procurar as empresas.

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IPI garante IPVA menor em 2010

Posted on 22/10/2009. Filed under: Economia | Tags: |

Governo aposta no aumento da frota para fazer frente ao imposto barato e não perder arrecadação

Bernardo Moura
bernardo.moura@extra.inf.br

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2010 ficará mesmo mais barato. A desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) derrubou os preços de carros novos e usados. Como o valor de mercado é utilizado no cálculo do tributo, a queda será inevitável.

Extraoficialmente, a Secretaria estadual de Fazenda já reconhece que não prevê aumento de arrecadação com o IPVA no ano que vem. A expectativa é a de que a desvalorização provocada pelo IPI reduzido seja compensada pelo aumento de veículos rodando pelas ruas e estradas do estado. Dessa forma, os técnicos da Fazenda acreditam que o montante a ser arrecadado com o imposto em 2010 será similar ao deste ano.

Mais carros

A previsão faz sentido. Entre dezembro de 2008 e setembro deste ano, a frota de veículos do estado cresceu 5,5%. O percentual representa 241.516 novos carros, que já pagarão o próximo IPVA. No mesmo período, o número de veículos com motor flex — que pagam alíquota de 4% — subiu 32%. Já os carros movidos a álcool, que pagam IPVA de 2% sobre o valor de mercado, registraram queda de 0,5% entre dezembro e setembro.

O governo ainda não estabeleceu uma data para a divulgação dos valores do IPVA 2010. Normalmente, a Fazenda estadual lança a tabela em dezembro, próximo ao Natal. Sabe-se, porém, que será utilizada a lista de valores de mercado dos veículos relativa ao mês de setembro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe).

Na tabela abaixo, o EXTRA publica os possíveis valores do IPVA 2010 entre os 23 carros a gasolina (incluindo flex) mais vendidos, segundo o ranking da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os valores não consideram as taxas do Detran-RJ nem o custo do seguro obrigatório (DPVAT). Um Ford Ka 1.6 ano 2008 deverá ter no imposto do ano que vem uma redução de 28,25% em relação ao que foi cobrado neste ano.

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Poliana Okimoto faz história na natação brasileira

Posted on 22/10/2009. Filed under: Esportes |

Ouro: maratona aquática é nossa

Ao completar a prova de 10km no mar mexido de Sharjah, nos Emirados Árabes, em primeiro lugar, ontem, com o tempo de 1h58m17s56, a paulista Poliana Okimoto, de 26 anos, gravou seu nome na galeria de grandes ídolos da natação brasileira. Ela venceu a última etapa, superando a campeã olímpica, a russa Larissa Ilchenko, ganhando o título do Circuito Mundial de Maratonas Aquáticas.

Poliana Okimoto, em Sharjah, Emirados Árabes - campeã do Circuito Mundial de maratonas aquáticas. Foto DIVULGAÇÃO

Poliana Okimoto, em Sharjah, Emirados Árabes - campeã do Circuito Mundial de maratonas aquáticas. Foto DIVULGAÇÃO

Foi a primeira vez que uma nadadora brasileira conquistou um título mundial em competição promovida pela Federação Internacional de Natação (Fina), sem ser na categoria master. A etapa de Sharjah também marcou outra façanha do esporte brasileiro. No masculino, Allan do Carmo terminou a etapa em nono lugar (1h49m25s11) e terminou o Circuito Mundial com o vice-campeonato.

Após a prova, Poliana Okimoto explodiu de alegria.

— O mar estava agitado, mas estou muito feliz. Foi uma superação. Nem precisava ganhar a prova, mas queria muito vencer e me superei mais uma vez — afirmou Poliana, após a prova, ao Sportv.

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Esperança-Oiticica

Posted on 22/10/2009. Filed under: Segundo Caderno |

Após incêndio, restauradores encontram obras intactas em acervo do artista

André Miranda

Um facho de esperança começa a aparecer em meio à tragédia que atingiu o acervo de Hélio Oiticica (1937-1980). Logo após o incêndio na casa da família Oiticica, na noite da última sexta-feira, chegou-se a falar que 90% da obra do artista carioca teriam se perdido. Técnicos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), porém, acreditam que o bom acondicionamento do material pode ajudar na recuperação parcial das peças que, além do fogo, também foram atingidas pela água usada para apagar o incêndio. Apenas na sexta-feira, será possível dizer com mais precisão qual o real percentual de dano para as obras de Oiticica.

Técnicos de Ibram avaliam o estado da obra de Hélio Oiticica após o incêndio - - Foto Marco Antonio Cavalcanti / Agência O Globo

Técnicos de Ibram avaliam o estado da obra de Hélio Oiticica após o incêndio - - Foto Marco Antonio Cavalcanti / Agência O Globo

Desde ontem, funcionários do Ibram realizam o trabalho de secagem e preparam um diagnóstico técnico. Hoje, o próprio presidente do instituto, José do Nascimento Júnior, virá de Brasília para visitar a casa, localizada no Jardim Botânico. Lá, estavam os parangolés, os bólides, os metaesquemas, entre outras peças de Oiticica, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX. Vários desenhos do Grupo Frente já foram encontrados intactos no local atingido pelo incêndio.

— É uma situação traumática e muito delicada, muitas obras foram queimadas e perdidas — diz Mario Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram. — A perícia ainda está sendo feita, então seria leviano fazer qualquer prognóstico em relação às causas. Mas havia uma preocupação grande por parte da família em conservar o material. Havia cuidados, duas profissionais visitavam o local regularmente, a rede elétrica estava em perfeito estado, havia desumidificadores em perfeito estado de funcionamento. A sensação de que o que ocorreu foi uma fatalidade. Não me pareceu falta de zelo.

O instituto destacou cinco pessoas para um plano emergencial de socorro. Para Chagas, ao contrário de algumas críticas recebidas pela família, o fato de as obras estarem guardadas em casa não representa necessariamente um problema:

— Há acervos muito bem conservados nas mãos de particulares, então eu acho errado dizer que as obras do Oiticica não poderiam estar com a família. O único ponto que aconselhamos é que, no caso de acervos desta importância, o poder público seja chamado para participar da conservação a longo prazo. A participação do Estado é importante, mas tem que ser uma participação acordada.

Seguro não seria um hábito no meio

O diretor do Ibram também minimiza a necessidade de um contrato com alguma seguradora. Outra crítica feita contra a família de Oiticica é não ter segurado as obras, avaliadas, segundo eles, em cerca de US$200 milhões.

— A maioria dos museus também não tem seguro permanente porque os valores são altos. Faz-se seguro em situações de risco, como numa exposição ou no transporte. Mais importante do que um seguro é o investimento em segurança, essa é a regra básica que recomendamos. Além disso, não há dinheiro que pague um parangolé — afirma Chagas.

A tragédia com a obra de Oiticica repercutiu junto à classe artística internacional. O jornal espanhol “El País” publicou uma reportagem em que destacava “a ferida na cultura brasileira” provocada pelo incêndio. Já o curador de arte latino-americana do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, Luis Perez Oramas, declarou-se “arrasado”. O MoMA possui 12 obras de Oiticica em sua coleção, entre desenhos, gravuras e três filmes. As obras são resultado em parte de doações da família do artista e em parte aquisições da coleção de Patricia Phelps de Cisneros.

— Para nós, Hélio Oiticica é o artista plástico brasileiro mais importante do século XX. Sua obra tem um valor inestimável, e, por isso, ele é um dos raros artistas latino-americanos a ter obras no acervo em exposição permanente no MoMA — disse Oramas. — A obra de Oiticica é muito variada. Ela parte de um pensamento construtivista sobre arte, faz uma autocrítica deste pensamento e inaugura uma vertente neoconcreta, em que a plasticidade do gesto e o rigor de execução se juntam numa linguagem artística absolutamente inovadora.

No Brasil, a tragédia também teve uma repercussão forte entre as famílias que cuidam do acervo de outros importantes artistas mortos.

— Nós lamentamos profundamente a tragédia ocorrida com a obra de Hélio Oiticica, grande nome da arte contemporânea brasileira. Nos solidarizamos com o drama da família Oiticica e aproveitamos para perguntar ao ministro da Cultura quantos outros acidentes como este serão necessários para que as autoridades possam agir em favor da preservação do patrimônio artístico brasileiro — diz Álvaro Clark, presidente da Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark e herdeiro de Lygia (1920-1988).

Já a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, depois de procurada pelo GLOBO, limitou-se a destacar sua “tristeza” com o acidente:

— É uma perda grande para o mundo, que causa uma tristeza profunda. Mas que sirva para que estado, sociedade e artistas se unam em torno da questão da preservação dos acervos.

COLABOROU: Marília Martins, correspondente em Nova York

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Vendas do comércio crescem 0,7% em agosto, na quarta alta seguida

Posted on 16/10/2009. Filed under: Economia |

Juros ao consumidor caem pelo 8º mês consecutivo, para 7,01% mensais

Fabiana Ribeiro

As vendas dos supermercados puxaram o resultado do comércio em agosto. Segundo o IBGE, o volume de vendas do varejo brasileiro subiu 0,7% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, no quarto mês seguido de expansão. No ano, o setor acumula alta de 4,7% e de 5,4% nos últimos 12 meses.

— O desempenho do comércio ainda está abaixo do período pré-crise. Mas o setor está melhor que a indústria. O que é resultado, especialmente, de avanços na renda e no crédito — disse Nilo Lopes, técnico do IBGE.

Frente a agosto de 2008, as vendas cresceram 4,7%. Das oitos atividades do varejo, seis apresentaram altas nessa comparação. Destaque para o setor de supermercados, com 8,5%.

— A inflação menor favoreceu a venda de alimentos. Esse setor praticamente não sentiu a crise — disse Lopes.

Ele lembra ainda que setores que dependem de crédito ainda têm sequelas da crise financeira global. É o caso de tecidos, vestuário e calçados (-5,8%).

— Já o comportamento das lojas de móveis e eletrodomésticos mostra leve recuperação. Em relação a agosto de 2008, há alta de 0,6%. No ano passado, os avanços estavam na casa de dois dígitos — acrescentou.

Para Silvio Sales, da Fundação Getulio Vargas, “os índices mostram, de forma inequívoca, a importância da demanda doméstica na sustentação da atividade econômica do país”. Sales lembra que, desde o início da crise, as vendas do varejo ampliado (que inclui veículos e construção), só recuaram frente a igual mês do ano anterior em três ocasiões: novembro (-4,2%) e dezembro (-1,2%) de 2008, e em abril de 2009 (-0,8%).

Levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostra que os juros cobrados de pessoa física caíram em setembro pelo oitavo mês seguido, para 7,01% mensais (125,47% ao ano) apesar de a taxa básica do país (Selic) ter ficado inalterada em 8,75% anuais. O cartão de crédito é a única modalidade sem queda na taxa nos últimos sete meses, com 10,56% ao mês (233,56% ao ano).

COLABOROU Mariana Schreiber

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Mercado de trabalho sai da crise com 252 mil vagas formais em setembro

Posted on 16/10/2009. Filed under: Economia |

Número de postos criados desde fevereiro já supera o de fechados na turbulência

Geralda Doca
BRASÍLIA e SÃO PAULO.

O mercado formal de trabalho brasileiro superou a crise internacional no mês passado, exatamente um ano após o agravamento da turbulência global. Entre novembro de 2008 e setembro último, o Brasil já apresenta saldo líquido de 236.884 empregos com carteira assinada, após ter eliminado 797.515 postos entre novembro e janeiro. A contribuição definitiva foi dada no mês passado, com a criação de 252.617 vagas, o melhor número de 2009 e o segundo mais elevado para setembro da série histórica. Com isso, o país superou a marca de um milhão de vagas geradas este ano.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O bom cenário de setembro reflete a retomada vigorosa da economia.

Todos os setores contrataram mais do que demitiram

Pela primeira vez no ano, todos os setores contrataram mais que demitiram no acumulado de 2009. O saldo líquido foi puxado pela indústria da transformação, que respondeu no mês pela contratação de 123.318 trabalhadores. Os ramos com melhor desempenho foram produção de alimentos, têxtil, de calçados, metalúrgico, químico e mecânico. No ano, a indústria já responde pela geração líquida de 62.759 postos. Mas o segmento ainda amarga um saldo negativo de 291.270 durante a crise, que começou a produzir efeitos em novembro do ano passado.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, comemora o desempenho da indústria e diz que o setor vai puxar as contratações em outubro, geralmente fraco para o emprego. Estoques baixos e demanda aquecida contribuem positivamente este mês, diz Lupi:

— Outubro será melhor que setembro e acho que podemos chegar em dezembro com 1,1 milhão de empregos. A indústria de transformação e o comércio varejista e atacadista, além da construção civil, vão ajudar muito — previu.

O segundo setor que mais contratou em setembro foi o de serviços, com 62.768 postos, influenciado por comércio e administração de imóveis, alojamento e alimentação. Em seguida estão comércio (50.301) e construção civil (32.667). Devido a fatores sazonais, a agricultura perdeu 17.064 postos. No ano, o setor de serviços também lidera as admissões, com 411.426 vagas. Outro destaque é a construção civil, com 184.204 postos, em segundo lugar.

O Caged mostrou que a Região Nordeste pela primeira vez este ano superou o Sudeste e gerou 100.442 empregos, sobretudo na cadeia produtiva de açúcar e álcool. O Sudeste fez 85.864 admissões, com destaque para São Paulo (59.547) e Rio de Janeiro (14.659). As nove regiões metropolitanas do país responderam por 87.419 vagas, enquanto o interior dos estados desses conglomerados gerou 75.941 postos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse ontem que o emprego na indústria paulista ajustado sazonalmente subiu 0,2% em setembro ante agosto, com 14 mil vagas. Sem ajuste, a alta foi de 0,63%.

(*) Com agências internacionais

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Mercados em dia de euforia e recordes

Posted on 16/10/2009. Filed under: Economia |

Com China e EUA, Bolsa de SP passa dos 66 mil pontos e dólar cai a R$1,70. Em NY, Dow fica acima de 10 mil

Felipe Frisch

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) rompeu ontem duas barreiras importantes no seu principal indicador, o Índice Bovespa (Ibovespa), que ultrapassou, no mesmo dia, os 65 mil e os 66 mil pontos. Já o dólar caiu para R$1,70. Num dia de otimismo global, o Ibovespa encerrou com ganho de 2,41%, aos 66.201 pontos, maior pontuação em 16 meses, desde 19 de junho do ano passado. Os ganhos foram puxados pelas ações da Vale e de siderúrgicas, em forte alta com o anúncio do aumento de 65% das importações de minério de ferro pela China, em setembro, batendo novo recorde histórico, de 64,55 milhões de toneladas. O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, fechou acima dos dez mil pontos, o que não ocorria desde 3 de outubro de 2008.

No Brasil, as ações da Vale, que têm peso de 16% no Ibovespa, subiram 4,62%, figurando nas maiores valorizações entre os papéis que compõem o índice, ou seja, os mais negociados da Bolsa. Já as ações de Gerdau, Usiminas e CSN subiram mais de 5%, até mais de 6% no caso da Gerdau. Juntas, as três empresas têm peso de 11% no Ibovespa. A euforia também puxou o volume da Bolsa, que chegou a R$14,5 bilhões no dia. Mesmo descontando os R$2,43 bilhões dos contratos de opções de Ibovespa, que venciam ontem, o volume supera bastante a média recente em trono de R$5 bilhões diários.

— O mercado amanheceu forte com os dados da balança comercial chinesa e as commodities (matérias-primas) para cima. Os resultados (das empresas) estão vindo acima do esperado, o mercado está bem-humorado à beça — sintetizou o economista da Um Investimentos, Hersz Ferman, destacando ainda as ações de construtoras, em alta devido à expectativa de que o novo aporte de capital do governo na Caixa ajude o setor.

Diante da alta das commodities, especialmente as metálicas, o dólar caiu no mundo, com investidores vendendo a moeda americana para comprar metais. No Brasil, a moeda americana despencou 1,39%, em queda pelo quarto dia consecutivo, e foi a R$1,703, a cotação mais baixa desde setembro de 2008, apesar de o Banco Central (BC) ter comprado moeda no mercado à vista. No ano, a divisa já cai 27% e a Bolsa sobe 76%.

Os dados de outubro tornaram ainda mais evidente o trabalho do BC para tentar segurar — até agora, sem sucesso — a forte apreciação do real frente ao dólar. Nos nove primeiros dias úteis do mês, foi registrado o maior superávit do fluxo cambial (entrada e saída de moeda estrangeira) de 2009, considerando-se inclusive os meses fechados. No período, o BC fez sua maior compra de dólares no mercado à vista, superando agosto e setembro juntos. Entre os dias 1º e 9, foram US$5,383 bilhões, quase 90% do comprado nos dois meses anteriores (US$6,106 bilhões).

Esse montante já é maior que todos os movimentos mensais fechados desde que o BC voltou a comprar dólar, em maio. Só em 8 de outubro foram US$4,640 bilhões, enxugando a liquidez decorrente da oferta de ações do banco espanhol Santander. A operação também puxou o fluxo cambial, que, entre os dias 1º e 9, teve saldo positivo de US$3,725 bilhões, acima dos resultados fechados de todos os meses deste ano.

JPMorgan surpreende e lucra US$3,6 bi

A melhora nos dados de comércio exterior da China em setembro foi vista como mais um sinal de firmeza na recuperação da economia do país, o que influenciou as commodities. No total, as exportações chinesas caíram 15,2% em relação a setembro de 2008, e as importações, 3,5% — a menor queda em 11 meses. A Bolsa de Xangai subiu 1,17%, atingindo seu maior patamar em 14 meses. Seul avançou 1,25% e Hong Kong, 1,95%. Já o Nikkei, em Tóquio, recuou 0,16%.

Além da euforia chinesa — que ajuda especialmente a Bolsa brasileira, com peso de cerca de 50% em ações ligadas a matérias-primas —, o mercado de ações também repercutiu números positivos da economia americana e o início da safra de balanços das empresas do país, especialmente bancos, acima das expectativas.

Os investidores americanos ficaram otimistas com o resultado do banco JPMorgan Chase, que no terceiro trimestre lucrou US$3,6 bilhões, ou US$0,82 por ação. As projeções eram de US$0,52 por ação. No mesmo período de 2008 — o auge da crise financeira — o ganho foi de US$527 milhões.

Outros fatores positivos foram os dados de estoques e vendas no varejo. Os estoques empresariais caíram 1,5% em agosto, a maior queda desde dezembro e atingindo o menor nível desde dezembro de 2005. Esperava-se recuo de 0,9%. Já as vendas do varejo recuaram 1,5% em setembro, contra projeções de queda de 2,7%. Segundo analistas, o resultado deve-se ao fim do programa Dinheiro por Sucata: excluindo automóveis, as vendas subiram 0,5%.

O Dow Jones subiu ontem 1,47%, aos 10.015 pontos. Nasdaq e Standard&Poor’s também fecharam em alta, de 1,51% e 1,75%, respectivamente. Na Europa, o lucro do JPMorgan e os dados da China influenciaram o setor bancário e os papéis ligados a commodities. Londres avançou 1,98%, Frankfurt, 2,45%, e Paris, 2,14%.

COLABOROU Patrícia Duarte, com agências internacionais

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País tem meta climática

Posted on 14/10/2009. Filed under: Ciência | Tags: |

Lula fala em redução de 80% no desmatamento; Minc quer congelar emissão de CO2

Roberta Jansen e Catarina Alencastro

RIO e BRASÍLIA

O governo brasileiro pretende assumir o compromisso externo de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, evitando a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. Com o cumprimento do plano interno, o país estabilizaria as emissões em relação aos valores de 2005 – uma contribuição significativa no combate ao aquecimento.

A meta foi anunciada ontem por Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa de rádio Café com o presidente, e faz parte da proposta que o Brasil pretende levar à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a ser realizada em dezembro, em Copenhague, onde os 192 países membros buscarão um novo acordo para substituir o Protocolo de
Kioto, que expira em 2012.

O número citado por Lula respalda a proposta do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a reunião da ONU, que  será apresentada oficialmente hoje ao presidente e à qual O GLOBO teve acesso.

A proposta do MMA, ainda a ser aprovada em sua integridade, prevê também metas mais ousadas –  na qual o Brasil estabilizaria suas emissões de 2020 em valores de 1994, com a redução do desmatamento também em outros biomas, a ampliação do uso de biocombustível e um maior investimento em hidroelétricas. Em ambos os cenários, o país manteria um crescimento anual da ordem de 4%. Se nada for feito, o aumento das emissões seria de
45%.

– Vamos estabilizar emissões e manter o crescimento: isso é uma coisa absolutamente inédita e considerada muito forte – afirma o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. – Lembre-se que a Índia está falando em triplicar emissões.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, os países desenvolvidos têm que reduzir até 2020 de 25% e 40% suas emissões de gasesestufa (com base no nível das emissões em 1990) para
que o aquecimento fique em 2 graus Celsius – uma elevação considerada administrável – e o planeta não sofra consequências mais graves.

Contrapartida dos ricos é fundamental

Para isso, as emissões mundiais em 2020 não podem ultrapassar a média de 450 partes por milhão (ppm). Segundo os especialistas, é imprescindível que, em Copenhague, os países acordem como chegar a esta meta.

– Os países desenvolvidos dizem que não vão fazer nada se nós não tivermos metas, e nós dizemos que não vamos fazer nada se eles não mostrarem o dinheiro. É um impasse – constata a secretária nacional de mudanças climáticas e qualidade ambiental, Suzana Kahn, que também é vice-presidente do grupo de mitigação do IPCC. – O que estamos propondo é mostrar o que somos capazes de fazer e, então, nos apropriarmos dos recursos: ‘eu faço isso, mas você me dá uma contrapartida’.

Em seu programa de rádio, Lula também falou da importância da contrapartida dos países ricos: – Nós queremos ver o que que é possível tirar em Copenhague, como proposta, sobretudo, do mundo desenvolvido, para que eles assumam compromissos, não apenas para diminuir as emissões, mas para que possam pagar pelo estrago que já fizeram ao planeta.

A contrapartida dos países desenvolvidos seria dada na forma de financiamentos para o Mecanismo de    Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Rede de emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), mecanismos para contabilizar emissões evitadas; mas, sobretudo, por meio das Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (Anama), a criação de projetos específicos para áreas consideradas cruciais. Entre elas, o ministério destaca: redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, combate à desertificação, incentivo à ampliação do uso de etanol e outros biocombustíveis, estímulo ao uso do carvão vegetal de reflorestamento, resíduos.

– Não tenho valores específicos, mas cada um desses projetos estaria na ordem de US$ 2 bilhões a US$ 6 bilhões ao ano – calcula Minc.

Para o especialista em mudanças climáticas da Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Viola, se o Brasil conseguir estabilizar suas emissões, teria uma das mais avançadas posições do mundo na matéria.

– Mas a expectativa de conseguir esse montante de recursos externos é totalmente irreal – ressalva o especialista. – Aponta contradição do discurso brasileiro. O Brasil fala muito de justiça para os pobres, mas
quer se apropriar da maioria dos recursos internacionais.

Esta não é uma proposta justa, em termos globais, afinal o Brasil não é um país pobre, é um país médio.

O que acontece com os pobres, se o Brasil pegar a maior parte do dinheiro? Ficar com entre US$ 10 e US$ 30 bilhões por ano é absolutamente delirante. Seria mais realista falar em algo entre US$ 1 e US$ 2 bilhões anuais para a totalidade de projetos que o país quer trabalhar.

Mesmo no cenário mais simples, de apenas reduzir o desmatamento da Amazônia, a tarefa não é tão simples como possa parecer. O próprio Minc reconhece as dificuldades.

– É claro que para cumprir metas tão ousadas temos que enfrentar uma outra discussão sobre como assumir um compromisso deste tamanho e combater, de fato o desmatamento.

Temos que ter uma política interna que não permita o desmatamento – afirma. – Mas vale lembrar que temos conseguido reduzir muito a destruição da floresta, com os menores índices registrados em 21 anos.

Queimadas geram maioria de emissões

De acordo com estimativas governamentais, cerca de 60% das emissões brasileiras de gases-estufa são provenientes das queimadas. O restante viria da indústria, da pecuária e da agricultura.

Para o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, João Talocchi, a proposta é falha por não levar isso em consideração.

– O projeto fala em reduzir em 80% o desmatamento, mas não prepara o país para isso –  acredita. – Além disso, o desmatamento é o maior vetor sim, mas vale lembrar que os demais são os que têm maior potencial de
crescimento.

Segundo Talocchi, falta integração entre as diversas áreas do governo para uma abordagem mais realista do problema.

– Há um ano atrás foi uma guerra assumirmos metas internas e voluntárias; agora, estamos às vésperas de aprovar metas externas e obrigatórias.

É uma grande mudança na posição brasileira – diz Minc

*Roberta Jansen e Catarina Alencastro RIO e BRASÍLIA*

O governo brasileiro pretende assumir o compromisso externo de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, evitando a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. Com ocumprimento do plano interno, o país estabilizaria as emissões em
relação aos valores de 2005 ? uma contribuição significativa no combate
ao aquecimento.

A meta foi anunciada ontem por Luiz Inácio Lula da Silva, em seu
programa de rádio Café com o presidente, e faz parte da proposta que o
Brasil pretende levar à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas, a ser realizada em dezembro, em Copenhague, onde os 192
países membros buscarão um novo acordo para substituir o Protocolo de
Kioto, que expira em 2012.

O número citado por Lula respalda a proposta do Ministério do Meio
Ambiente (MMA) para a reunião da ONU, que será apresentada oficialmente
hoje ao presidente e à qual O GLOBO teve acesso.

A proposta do MMA, ainda a ser aprovada em sua integridade, prevê também
metas mais ousadas ? na qual o Brasil estabilizaria suas emissões de
2020 em valores de 1994, com a redução do desmatamento também em outros
biomas, a ampliação do uso de biocombustível e um maior investimento em
hidroelétricas. Em ambos os cenários, o país manteria um crescimento
anual da ordem de 4%. Se nada for feito, o aumento das emissões seria de
45%.

? Vamos estabilizar emissões e manter o crescimento: isso é uma coisa
absolutamente inédita e considerada muito forte ? afirma o ministro do
Meio Ambiente, Carlos Minc. ? Lembre-se que a Índia está falando em
triplicar emissões.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da
ONU, os países desenvolvidos têm que reduzir até 2020 de 25% e 40% suas
emissões de gasesestufa (com base no nível das emissões em 1990) para
que o aquecimento fique em 2 graus Celsius ? uma elevação considerada
administrável ? e o planeta não sofra consequências mais graves

*Contrapartida dos ricos é fundamental*

Para isso, as emissões mundiais em 2020 não podem ultrapassar a média de
450 partes por milhão (ppm). Segundo os especialistas, é imprescindível
que, em Copenhague, os países acordem como chegar a esta meta.

? Os países desenvolvidos dizem que não vão fazer nada se nós não
tivermos metas, e nós dizemos que não vamos fazer nada se eles não
mostrarem o dinheiro. É um impasse ? constata a secretária nacional de
mudanças climáticas e qualidade ambiental, Suzana Kahn, que também é
vice-presidente do grupo de mitigação do IPCC. ? O que estamos propondo
é mostrar o que somos capazes de fazer e, então, nos apropriarmos dos
recursos: ?eu faço isso, mas você me dá uma contrapartida?.

Em seu programa de rádio, Lula também falou da importância da
contrapartida dos países ricos: ? Nós queremos ver o que que é possível
tirar em Copenhague, como proposta, sobretudo, do mundo desenvolvido,
para que eles assumam compromissos, não apenas para diminuir as
emissões, mas para que possam pagar pelo estrago que já fizeram ao planeta.

A contrapartida dos países desenvolvidos seria dada na forma de
financiamentos para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Rede
de emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), mecanismos
para contabilizar emissões evitadas; mas, sobretudo, por meio das Ações
Nacionais Apropriadas de Mitigação (Anama), a criação de projetos
específicos para áreas consideradas cruciais. Entre elas, o ministério
destaca: redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, combate à
desertificação, incentivo à ampliação do uso de etanol e outros
biocombustíveis, estímulo ao uso do carvão vegetal de reflorestamento,
resíduos.

? Não tenho valores específicos, mas cada um desses projetos estaria na
ordem de US$ 2 bilhões a US$ 6 bilhões ao ano ? calcula Minc.

Para o especialista em mudanças climáticas da Universidade de Brasília
(UnB), Eduardo Viola, se o Brasil conseguir estabilizar suas emissões,
teria uma das mais avançadas posições do mundo na matéria.

? Mas a expectativa de conseguir esse montante de recursos externos é
totalmente irreal ? ressalva o especialista. ? Aponta contradição do
discurso brasileiro. O Brasil fala muito de justiça para os pobres, mas
quer se apropriar da maioria dos recursos internacionais.

Esta não é uma proposta justa, em termos globais, afinal o Brasil não é
um país pobre, é um país médio.

O que acontece com os pobres, se o Brasil pegar a maior parte do
dinheiro? Ficar com entre US$ 10 e US$ 30 bilhões por ano é
absolutamente delirante. Seria mais realista falar em algo entre US$ 1 e
US$ 2 bilhões anuais para a totalidade de projetos que o país quer
trabalhar.

Mesmo no cenário mais simples, de apenas reduzir o desmatamento da
Amazônia, a tarefa não é tão simples como possa parecer. O próprio Minc
reconhece as dificuldades.

? É claro que para cumprir metas tão ousadas temos que enfrentar uma
outra discussão sobre como assumir um compromisso deste tamanho e
combater, de fato o desmatamento.

Temos que ter uma política interna que não permita o desmatamento ?
afirma. ? Mas vale lembrar que temos conseguido reduzir muito a
destruição da floresta, com os menores índices registrados em 21 anos.

*Queimadas geram maioria de emissões*

De acordo com estimativas governamentais, cerca de 60% das emissões
brasileiras de gases-estufa são provenientes das queimadas. O restante
viria da indústria, da pecuária e da agricultura.

Para o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, João Talocchi, a
proposta é falha por não levar isso em consideração.

? O projeto fala em reduzir em 80% o desmatamento, mas não prepara o
país para isso ? acredita. ? Além disso, o desmatamento é o maior vetor
sim, mas vale lembrar que os demais são os que têm maior potencial de
crescimento.

Segundo Talocchi, falta integração entre as diversas áreas do governo
para uma abordagem mais realista do problema.

? Há um ano atrás foi uma guerra assumirmos metas internas e
voluntárias; agora, estamos às vésperas de aprovar metas externas e
obrigatórias.

É uma grande mudança na posição brasileira ? diz Minc

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Terra de talentos

Posted on 07/10/2009. Filed under: Esportes |

Cefan, na Avenida Brasil, acolherá promessas como Bárbara Leôncio

Claudio Nogueira

Hoje, quando sopra velinhas de seus 18 anos, a promissora velocista Bárbara da Silva Leôncio poderá ter boas notícias, depois de suas queixas pela falta de uma pista adequada, na volta da apresentação brasileira na disputa, em Copenhague, pela sede das Olimpíadas de 2016. Além de o prefeito Eduardo Paes tê-la autorizado a treinar na pista da Vila Olímpica do Mato Alto, em Jacarepaguá, Bárbara fará parte do núcleo do Programa de Jovens Talentos da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que será inaugurado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), na Avenida Brasil.

— Bárbara já faz parte há pelo menos dois anos desse programa, mas não tinha onde treinar. Mas agora ela poderá usar o núcleo do Cefan, que será aberto em novembro, graças à parceria entre a Marinha e a CBAt, para atletas de talento das categorias juvenil (sub-19) e de menores (sub-17) — explicou Roberto Gesta de Mello, presidente da CBAt. — Na velocidade, o coordenador será Carlos Alberto Cavalheiro, que foi treinador de Robson Caetano e tem contatos internacionais. Mas cada atleta permanece vinculado ao treinador de origem. No caso dela, é o professor Paulo Servo.

Treinos em pista nos fundos do colégio

Segundo Gesta, há duas semanas os treinadores de jovens atletas estiveram reunidos com a cúpula da CBAt, em encontro em que foi traçada a estratégia de unir o treinador de origem ao especialista. Caso o atleta receba prêmio em dinheiro, o percentual irá para o treinador de origem. É possível que, pelos Jogos Mundiais Militares de 2011, alguns atletas se tornem desportistas da Marinha.

— Com as Forças Armadas engajadas nos Jogos Militares, a Marinha está reformando a pista e os alojamentos do Cefan, para cerca de cem atletas — afirmou Gesta, acrescentando que a entidade vai inaugurar em breve o CT de Uberlândia (MG), visando às Olimpíadas da Juventude-2010, em Cingapura. — Agora, a Bárbara ninguém pega mais. É aposta da CBAt, e o professor Servo tem grande talento para formar jovens.

Campeã mundial de menores (até 17 anos) dos 200m rasos, em 2007, na República Tcheca, e bronze no 4x100m no Mundial Juvenil (até 19 anos), em 2008, na Polônia, Bárbara fez um pedido em seu aniversário

— Um presente? Seria a pista. Agora vou poder voltar a treinar aqui (na Vila Olímpica do Mato Alto, Jacarepaguá). Talvez treinar no Engenhão — disse ela, achando que o Botafogo poderia ceder a pista auxiliar. — Mas gostaria mesmo de uma melhor estrutura para nós, atletas do Rio. Não temos de ir treinar em São Paulo ou nos Estados Unidos. Temos de ter estrutura no Rio. Isso tem de mudar.

A velocista treina diariamente numa pista de 80m de comprimento por três de largura, nos fundos da Escola Municipal Silveira Sampaio, em Curicica, Jacarepaguá. A Vila do Mato Alto, onde o grupo de Bárbara treinava há dois anos e meio, está em obras. O uso da pista de atletismo só foi liberado pelo prefeito, por causa das queixas da atleta. Bárbara foi descoberta pelo projeto social Lançar-se para o Futuro, do professor de educação física aposentado Paulo Servo e que movimenta cerca de 200 crianças e jovens. Os atletas estudam e treinam no colégio e se alimentam na sede do instituto, na casa do professor, que fica perto da escola. À tarde, depois de treinar e almoçar, Bárbara descansa, navega na internet ou se consulta com uma psicóloga. Aluna, à noite, do terceiro ano do Ensino Médio, na Escola Estadual Mahatma Gandhi, no complexo da Silveira Sampaio, Bárbara quer se formar em educação física e ter um projeto social.

Bárbara Leôncio, atleta de 14 anos que esteve na Dinamarca.

Bárbara Leôncio, atleta de 14 anos que esteve na Dinamarca.

— O professor diz que não é eterno e que temos de ficar no lugar dele — afirmou ela, que não tem patrocínio pessoal, mas sustenta a família com a ajuda de custo do projeto e apoio de um dos patrocinador da CBAt.

O convite para o vídeo e a apresentação em Copenhague surgiu há dois meses por meio do superintendente executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, e de Bernard Rajzman, presidente da Comissão de Atletas do COB.

— Fiquei muito feliz. Fiz bonito lá. Foi minha primeira vez num filme e fiquei tranquila. O Fernando Meirelles me deixou super calma. Eu tive falas em inglês e ensaiei com um tradutor do COB, o Matt (Ballard). Levamos uma semana gravando, das 5h às 17h — contou ela, estrela, mas sem estrelismos.

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Nova droga será testada contra doença de Chagas

Posted on 01/10/2009. Filed under: Ciência |

Primeiro remédio em 40 anos atuaria até na fase crônica

Renato Grandelle

Quase 40 anos se passaram desde o lançamento dos últimos medicamentos contra a doença de Chagas. O tabu pode estar prestes a ser quebrado. A Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, em inglês) anunciou ontem, em Tóquio, o desenvolvimento de uma nova droga.

O Ravuconazol, desenvolvido em conjunto com a empresa japonesa Eisai, começará a ser testado em pacientes no ano que vem. Sua maior vantagem é atuar em adultos que já estão na fase crônica da doença – uma faixa com
intolerância aos remédios já existentes.

Os testes clínicos serão realizados no Brasil, Colômbia, México e Argentina. Os países estão entre os 21, todos latinoamericanos, em que a doença é considerada endêmica.

– O combate às formas de contágio melhoraram muito, mas continuamos com os medicamentos de 40 anos atrás – lamenta Isabela Ribeiro, coordenadora de projetos da DNDi para a América Latina.

– Queremos apresentar uma nova opção de tratamento.

Segundo ela, o Ravuconazol pode estar disponível em cinco anos. A proposta é oferecê-lo a preço de custo, o que atenderia à necessidade dos infectados – a maioria é pobre e vive na periferia.

Há, no Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas com Chagas, e pelo menos um terço vai desenvolver as formas mais graves da enfermidade. Estima-se que a doença mate 14 mil pessoas por ano no mundo.

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